domingo, 31 de janeiro de 2010

Ego


Orgulhosamente me calo. Levanto a cabeça sem me enfraqueçer. Se esbarro em alguém continuo caminhando a passos firmes. Agora é orgulho por orgulho, um ferindo o outro!
Agora não é mais só o meu orgulho que criou um muro alto em que você não consegue chegar até mim!

Imagem de Tiago Nery: http://tiagonerydesenhos.carbonmade.com/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sobre o Tempo


E agora o que fazer?
Apenas concordar que o melhor e o pior do tempo é que ele passa e que ele fica?
Sem temer e sem arrepender, seguindo por caminhos que parecem não levar a lugar nenhum.
Me emudeço diante de todas as situações que me faziam chorar e rir.
Sem esperança?
Nem tanto, talvez reflexos de uma amadurecimento forçado, o mesmo que acontece com as frutas, tirando toda sua essência e sabor.
Daí você diz: "Mas as frutas apodrecem"
E eu digo:
Nós também!!

"Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
(...)Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás"

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sinais


O copo cai de minhas mãos despedaçando em mil estilhaços no chão. Na no mesmo instante me vem a lembrança dos lábios sagazes que o tocou em uma noite meio conturbada, apenas sinais de um final frio e seco! (...)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Discrepancia do Destino


Procurei em mais de mil faces, sonhei acreditei, fiz planos, recuei até não poder mais. Pé ante pé prossegui um caminho meio agridoce, exigindo muito dos outros e pouco de mim. Me vi livre, presa e solitária tudo ao mesmo tempo. Subitamente ainda tentei ser menos hostil e vi o tempo se dilatando rapidamente, como se em um segundo um botão de uma flor abrisse. Por várias manhãs desejei um pouco de sossego quieta em meu canto, tomando um chá, olhando o Sol secar a neblina que encobria meus vastos pensamentos perdidos em meio a um passado distante e tão perto de mim.

Senti um ódio, uma agressividade pouco desconhecida para mim. Tropecei nos meus próprios pés, cai e levantei inúmeras vezes. Deixei as lágrimas lavar toda a angustia que sentia.

Ouvi seu chamado, como um sopro o vento me trouxe o cheiro de verdes campos.

Com tudo, enfim aprendi que as vezes é preciso recuar um pouco, a mesma e velha história de dar uma passo para trás pra poder respirar.

E na melhor hora espero que me entendam, me sinto agora mais fria do que antes, sem apego nenhum ao passado, como uma flor que fenece ao sopro do desgosto, nem por isso frágil e fraca!!
Lunace


" Um dia quando forem mais velhos saberão sobre nossos amigos e os perigos que enfrentamos. As vezes o mundo parece um lugar hóstil e sinistro, mas acreditem há mais bondade no mundo que maldade. Só precisam procurar bastante, e o que podem parecer desventuras em série na verdade pode ser o primeiro passo de uma jornada."


Pequeno trecho retirado do filme - Desventuras em série

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Insistência


Olho no espelho, vejo uma pessoa meio que desconhecida, sem um destino certo a seguir. Corro os dedos pela parede, apago a luz do quarto, tiro os chinelos e deito meu corpo sob um colchão frio em triste quarto.
Olho para o teto, fecho bem os olhos e dou um forte suspiro, desejando que seja o último!
Sinto um gosto amargo e um nó na garganta ao ver que não serás o último o dia ainda insiste em nascer!



sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Procrastinação II


As engrenagens soando como uma sinfonia, em um fundo musical para um tenso filme em que os personagens se vêem em um trem repleto por almas desvairadas, completamente vazias em mais um entardecer.

Uma pequena mão embaça a janela, o olhar curioso e ingénuo são lançados pela paisagem escura, esfumaçada pelo próprio trem.

Sinto minha garganta sendo golpeada, pensamentos vazios enche mais ainda o nada que persiste em existir dentro dos vagões.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Equilibrio Distante"


Um leve sopro, um breve sussurar, agora quase não consigo sentir mais meus pés dentro das meias.
Um laço de fita vai se desatando levemente, como uma linha que se vai dilatando no tempo,trazendo novos rumores...